sábado, 20 de dezembro de 2008

Há 39 anos








segunda-feira, 1 de dezembro de 2008

Angola no coração



Neste Fim-de-Semana, foi a vez de Luís Sá Silva, irmão de Paulo, correr no Autódromo do Estoril e fazer o seu baptismo em corridas na Europa, aliás, fora da Ásia, onde tem feito a sua carreira.

Se nos treinos o mau tempo não o ajudou, retirou no entanto, a experiência suficiente para na corrida evitar excessos e até fazer um brilharete para um estreante, pois ficou à frente de outros mais experientes nesta pista e nestes carros.



Com muita pena, não pude ver esta prova. Mas a imagem acima, encheu-me o coração.



Para acompanhar este piloto, visitar http://www.racing-ss.com/


Todas as imagens, cedidas por Paulo Sá Silva (clicar sobre as mesmas para as ampliar).


terça-feira, 25 de novembro de 2008

Maria de Lourdes por Virgílio Araújo

Na imagem do pódio do 1º Circuito Feminino (post anterior) está uma pioneira do automobilismo em Angola.



É Maria de Lourdes Marinho de Sousa, que pertencia ao Team CASPER, que os irmãos Araújo do mesmo Team, conheciam bem.



Eis o que conta Virgílio, um destes irmãos:



"...Foi de facto uma pioneira e ombreava com os homens sem qualquer rebuço. Num dos circuitos da fortaleza (o pequeno) corremos ambos em Saab e depois de ultrapassá-la dificilmente na curva da marginal que dava acesso a União de Automóveis apertou-me de tal modo que fui obrigado a subir por um candeeiro acabando aí a minha corrida.
Nessa altura o piloto de refª. da Saab era o Silveira Machado, que como eu e a Maria de Lourdes corria com motores preparados pelo Bernardino que era chefe das oficinas da Luanda Acessórios.
Já só mais para o fim foi que chegou um Monte Carlo com que fez inúmeras provas.
...





Na imagem, da Esq. para a Dta.: Fernando Rodrigues que na altura tinha um Lancia Fulvia HF 1600; Joaquim Sentieiro que foi o cronometrista; meu cunhado Rolando Pires; a seguir não sei se é um dos irmãos Pego; de pé meu irmão Vasco Araujo; creio que a seguir é o Presidente do ATCA; depois eu, Virgilio Araujo; não me recordo do nome da Sra mas sei que fez equipa com o Miguel Nunes que está a seguir, acompanhados da Maria de Lourdes Marinho de Sousa. O último da direita não não estava envolvido no automobilismo como piloto ou co-equipier.



Este Rallye foi ganho pelo Manuel Machado em Citro DS e acabaram somente 4 carros, o Citro e 3 SAABs.
O Hélder alinhou com o Amadeu Inácio em NSU TT mas tb não acabou..."

segunda-feira, 24 de novembro de 2008

ainda o 1º circuito feminino



com os cumprimentos de Estrelinha





clicar sobre as imagens para ampliar



sexta-feira, 21 de novembro de 2008

Dos Pioneiros

Neste ano de 2008, no Encontro Anual dos Antigos Automobilistas de Angola, no KIRO, Bombarral, Ferreira do Carmo contou muito resumidamente a história do automobilismo angolano, desde a 1ª participação angolana em corridas em 1956 no GP Léopoldville, realizado em duas partes, com uma vitória de Álvaro cabral e um 2º lugar do próprio Ferreira do Carmo.



Ferreira do Carmo; foto de João Coimbra

Segundo contou, foram cerca de 5 carros e concorrentes desde Angola, para sentir por dentro a organização de um Grande Prémio. Foram inscritos na brincadeira, por alguma pressão da imprensa angolana, que teria comunicado que uma grande comitiva de Angola tinha ido concorrer àquele GP.


imagem: arquivo de Oliva

Porque o pó trouxe mazelas aos outros concorrentes não equipados com filtragens necessárias que os angolanos tinham normalmente nos seus carros para viajar, a sorte sorriu para os nossos, que nem tinham pretensão em acabar a corrida...



Álvaro Cabral em 1957; arquivo de Oliva

quinta-feira, 20 de novembro de 2008

Subaru


O importador da Subaru, funcionava em Luanda na Av Luís de Camões, actual Rua da Missão.


1º, abaixo do Hotel Tivoli, quando só tinham ovinhos com 4 rodas:




Depois, também com 4 rodas, tiveram os frigoríficos para guardar ovinhos:




Como o espaço do stand já era apertado para tanta coisa, mudaram-se para uma loja maior, umas centenas de metros abaixo, no quarteirão da Câmara Municipal.

E começaram a ter uns carros maiores.

Andava por lá perto, também um Subaru de corridas, com volante à direita.

Sim, um verdadeiro carro de corridas, bem rebaixado de suspensão, rodas largas, cavas alargadas, um verdadeiro roll-bar, muito ruído vazado por 1 escape lateral, etc. 1 verdadeiro Grupo 2.

Luanda, por essa altura já não tinha corridas, mas os carros de corrida andavam por lá!

Santos Peras, não correu só com o GTA branco e verde das 6h de 1970.

Também correu com esse Subaru "1300" de corridas. Não era uma coisa qualquer. Era uma máquina de competição preparada de fábrica. Nunca tive conhecimento de outro carro daqueles. Deve ter sido uma raridade até no Japão.

Para além do aspecto do carro, pouco mais sobressaía. Lembro-me que dinamicamente, havia ali um problema de massas aliado à tracção dianteira com um eixo dianteiro muito recuado.

Não foi apenas o Peras que correu com ele, mas ficou para sempre como o "Subaru do Santos Peras".

O carro foi para Portugal e passou uns tempos na zona de Oeiras, circulando como se fosse correr, chamando pelo escape a GNR.


Era o da figura abaixo, do arquivo do Tuku Tuku:


sábado, 15 de novembro de 2008

Estrelinha Coimbra



Havia um tópico na internet, que pretendia homenagear um piloto por semana. Como aquilo tinha atingido um nível de notoriedade importante, eu ficava preocupado quando existia algum marasmo ou a falta de participação...



Numa das muitas conversas sobre automobilismo Angolano, falava com um amigo acerca do encontro anual no Bombarral e dos seus intervenientes. Lembrou o outro: "sabes que a Estrelinha correu"? Eu respondi: "a Estrelinha ainda vai ser piloto da semana".

E foi!

Mal sabia eu que a Estrelinha estava a passar um mau bocado, como o irmão me informou quando eu lhe pedi elementos para o tópico...
Há coisas assim...


clicar sobre a imagem para ampliar


Ah, o recorte do jornal, foi enviado pela própria Estrelinha!

sexta-feira, 14 de novembro de 2008

Best car chases!

A secção Motoring do iAfrica lembra as melhorees perseguições em automóvel até hoje filmadas:
The French Connection

Ronin

Bullit

Matrix Reloaded

For Your Eyes Only

The Transporter

Batman Begins

Vanishing Point

The Italian Job

quarta-feira, 12 de novembro de 2008

1970, Lobito


A 1ª vitória do GT40 de Marta e o 1º campeonato de Peixinho.













terça-feira, 16 de setembro de 2008

EMÍLIO MARTA


Na minha memória era tipicamente Latino.
Aos domingos passeava de charrete na cidade exibindo a sua paixão por cavalos.
Alto para a época, agitado, disposto a ir até às últimas consequências para atingir um objectivo previamente determinado. A garra própria dos homens que fizeram Angola.

Jovem e dinâmico esteve na linha da frente dos que lutaram pela fundação do TUKUTUKU - CLUBE ANGOLANO DE DESPORTOS MOTORIZADOS - BENGUELA.
No meio de muitas makas vê nascer o Autódromo de Benguela, para o qual muito contribuiu.
Presidente do Clube por volta de 1973, foi com a sua energia um dos maiores nomes desta modalidade na região Centro e Sul de Angola no seu tempo. Como dirigente desportivo e como piloto.

O seu incrível GT 40 era ex-líbris de Benguela. Lembro-me de os mecânicos o virem experimentar à recta da Praia Morena, sem capot traseiro, em pleno dia de praia. Naquela época parecia normal. Hoje
olharíamos de forma diferente. Em sentido.

Na garagem do seu Hotel Praia Morena funcionava a oficina dos autocarros do Marta e ali se concentravam os Chevron e os Lola dos pilotos estrangeiros que concorriam aos 500 KMS DE BENGUELA. Miúdo, eu corria à estação para ver retirar os carros dos wagons e depois, oficina do Marta...

Respeito o homem que conduziu um GT 40 pelas ruas de Novo Redondo ou Namibe. Aquele carro era mais motor que estrutura e a caixa ao que parece era um pesadelo. Bom para a recta de Le Mans mas pouco adequado a circuitos citadinos. Herculano Areias disse-me que ao descer a granja sentiu a frente a querer levantar e a direcção demasiado leve. Um pequeno susto.

Pela sua dedicação, energia, trabalho, dinheiro, etc, pelo automobilismo angolano, é Emílio Marta uma referência nesta terra angolana.

É com o maior respeito e admiração que hoje o seu nome é invocado. Da mesma forma seria recebido se cá viesse, o que já não é possível.

Respeite-se a memória.

Toni Almeida

Benguela, 10-09-2008 17:32

terça-feira, 9 de setembro de 2008

Prenda para Hélder

Hélder, dá uma prenda a ti mesmo:

Cheirar uma corrida nem que seja a brincar:


Um grande abraço.
:-)

segunda-feira, 8 de setembro de 2008

Parabens ao Helder

HÁ OS QUE FAZEM, E OS QUE DIZEM QUE NÃO FAZEM…

Pois é!
Mas, a 9 de Setembro é mesmo verdade que o nosso bom amigo faz 6…

E que melhor prenda lhe poderemos dar?

Depois de muito pensar e repensar, cheguei á conclusão, que neste momento, para quem tem uma família maravilhosa, umas “veias” novas, e uma aliciante actividade profissional, somente uma «corrente» de AMIZADE, lhe poderemos dar!

Que tenhas um óptimo dia, meu amigo!

Feliz aniversário e longos anos de vida!

segunda-feira, 14 de julho de 2008

Viva Monteiro!








É verdade que estávamos lá e vimos:


-"... Starting from the front row, Monteiro immediately set about challenging poleman Spaniard Felix Porterio for the lead, trying a wide variety of opening lap moves before finding a way past the ROAL BMW driver at the start of the second lap.







Monteiro edged to Porteiro's outside approaching the left-hand Parabolica Interior corner, stayed alongside the BMW right around the corner, and completed the manoeuvre by placing himself on the inside line for the following right-hand Orelha turn.







He then pulled away to take a comfortable victory, which was met with rapturous delight from the grandstands. ..."





de AutoSport.com

sábado, 12 de julho de 2008

Bernard Cahier




A História do Automobilismo jamais seria a mesma sem Cahier.


Com a sua simpatia e com o seu carácter peculiares, fez muitos amigos em todo o Mundo, inclusivé em Portugal e em Angola.






Fotografava como ninguém e transportava para as imagens que gravou, um romantismo e uma paixão invulgares pelo automobilismo e pelas pessoas nele envolvidas. Porque eram os seus amigos que ele fotografava.






No mundo do automobilismo, ninguém ficou indiferente à sua partida. É o exemplo de GrandPrix.com .

quinta-feira, 19 de junho de 2008

Estórias sobre Henrique Cardão

Rali BCA 1967

Originalmente escrito por Hélder:

-"Salvou-se a grade de cervejas, o Cardão perdeu os óculos que sairam pelo párabrisas, não nos magoámos a não ser nos nossos egos...
O Cardão tinha a mania de cantar a bordo dos carros e, naquele tempo, a canção favorita dele era "n'avoue jamais, jamais, jamais, que je t'aime..." não posso precisar em quem é que ele pensava até porque, em termos de feminino, ele sempre soube cantar pelo tom mais acertado.
O acidente foi, creio, na sinuosa estrada depois de termos saído de Novo Redondo. "


A equipa O-pel-&-Osso Nas 6h de 1973:

Cardão sentado no lado de fora. Hélder sentado no lado de dentro.

Originalmente escrito por Hélder:

- "Essa foto do Cardão sentado no capot do Manta foi a maneira mais expressiva que ele encontrou para assinalar um brilhante 5º lugar na Geral e 1º dos não grupo 6. Foi uma corrida épica para nós, o Cardão teve um problema no turno dele e veio à box mais cedo, mas, no fim,"tudo está bem quando acaba bem".

O Henrique Guerra Cardão foi uma das figuras mais notáveis do nosso automobilismo desportivo e um dos melhores reporteres de rádio que tivémos nos tempos do programa Luanda 63 até 74, n Rádio Eclésia.

Tenho tantas histórias de e com o Cardão que o espaço aqui não chegaria... simplesmente porque ele e eu sempre estivémosligados desde os tempos do Liceu Salvador Correia onde andámos juntos desde o 1º ano e com números seguidos - se eu era o 15 ele era o 16. Começou a trabalhar muito cedo, na Casa Americana, teria aí uns 15/16 anos, depois do falecimento do pai dele.

Desde muito cedo ele começou a participar em provas, muitas delas comigo como co-piloto.

Como piloto, Cardão tinha uma coisa muito boa...era consistente e não estragava os carros, por isso o escolhi como meu companheiro naquelas gloriosas 6 horas de Nova Lisboa de 73.

Mais tarde, na Europa, voltámos a andar juntos nos Grandes Prémios, ele para rádios brasileiras, eu para a RTP e Autosport.

Cardão deve ser actualmente um dos mais jubilados jornalistas da F1 que continua a frequentar, a partir do seu quartel-general em Bruxelas.

Cardão é meu irmão. "


Benguela 1973. Recorte da revista Notícia :


sexta-feira, 6 de junho de 2008

60 anos Porsche

Há 110 anos, em 1898, Ferdinand Porsche iniciou o 1º projecto na Lohner: um veículo de propulsão mista, com 1 motor eléctrico em cada roda e 1 motor de combustão. Curioso, que 110 anos depois, o Mundo ainda esteja a considerar este tipo de propulsão como alternativa...





Depois de inúmeras intervenções em quase todas as indústrias automóveis germânicas, como as mais conhecidas na concepção dos Auto-Union de Grande Prémio, ou na concepção do "Carocha" (VW), nasce a PORSCHE na Áustria.
Nuns barracões em Gmünd, onde antes havia uma serração, é produzido o 1º PORSCHE como marca. Que foi homologado precisamente no dia 8 de Junho de 1948.






Wolfgang Porsche e o Porsche número 356-001






Porsche 356 SL em Le Mans, 1951






O resto, é a permanência de um mito, por todas as criações inovadoras, diferentes, sedutoras e cheias de personalidade, que mantêm a marca como a ÚNICA no Mundo totalmente independente dos impérios automóveis actuais. E pasme-se, em posição de tomar as rédeas da poderosa "Volkswagen AG" (Audi, Bentley, Bugatti, Lamborghini, Seat, Škoda, Volkswagen...).






Butzi Porsche e o 911 em 1963

segunda-feira, 19 de maio de 2008

36 anos

Dia 11 de Maio em Luanda, Hélder consagra vencedores:













Dia 18 de Maio no Bombarral, Peixinho (blusão vermelho) homenageia
os organizadores "das melhores corridas de todos os tempos em Angola".

quarta-feira, 7 de maio de 2008

III Raid ao Kwanza-Sul

O terceiro Raid TT ao Kwanza-Sul e Almada Unidos em Todo-o-Terreno realiza-se de 31 deste mês a 11 de Junho, com partida na cidade de CALULO (Kwanza-Sul), apurou ontem a Angop de fonte oficial.
De acordo com a organização, o evento conta com pilotos de Angola e de Portugal, destacando-se entre os anfitriões a dupla «Charlie Oscar» / José Carlos Madaleno, que disputou em 2006 o Rally Lisbos-Dakar, um dos mais famosos do mundo.
De Portugal virá o campeão do mundo de todo-o-terreno de 2003, CARLOS SOUSA, que participou no Raid do Kwanza-Sul de 2007.
O numero de participantes nesta edição não foi revelado, mas o Engº Pedro Cristina, membro da organização, prevê uma aderência considerável dado o prestigio que o mesmo conquistou nas duas primeiras eições.
A verificação cronometrada ao percurso, estimada em 3200Kms, está prevista para os próximos dias.
A aventura em Turismo todo-o-terreno, sem caracter competitivo e que passará por várias provincias, entre elas: BENGO,KWANZA-NORTE,HUAMBO, KWANZA-SUL e LUANDA, realiza-se desde 2006 no quadro da cooperação / geminação entre as cidades de Porto Amboim(Angola) e Almada(Portugal).
Na edição de 2007 a prova iniciou em, Luanda e terminou no Cabo Ledo (provincia do Bengo), após passar por Kwanza-Norte, Malange, Huambo e Kwanza-Sul.
Á semelhança do ano passado, o Raid Kwanza-Sul será disputado por viaturas da marca NISSAN (representada pela TDA).
O desporto motorizado tem procurado nos últimos anos reaver a sua vitalidade no país, embora ainda esteja um pouco aquém dos niveis que atingiu, por exemplo, nos anos 80 com a realização de provas como os Rally Imavest, Polo Norte e Fina.
Noticia extraida do «Jornal de Angola» 07/05/08 - Pag.nº 47 - Desporto

segunda-feira, 17 de março de 2008

36 anos


Este ano festejam-se os 36 anos da inauguração do autódromo de Luanda.
Como tem vindo a ser feito nos anos anteriores, os Antigos Automobilistas de Angola vão reunir-se no kartódromo KIRO (Bombarral), no dia 18 de Maio.

Inaugurado em 28 de Maio de 972, o autódromo de Luanda estava destinado a grandes acontecimentos. Era, sem dúvidas, a melhor estrutura automobilística do então chamado espaço português.
Abençoado por eminentes figuras como o Emerson Fittipaldi, o autódromo de Luanda foi obra da vontade de vários homens, com destaque para António Peixinho, Pinto da Fonseca e Rui Gonzaga Martins.

A prova inaugural foi dedicada aos pilotos da Velha Guarda. Coube-me a alegria de a ter vencido e de, por via dessa vitória ter regressado à competição.

Fomos 14 os primeiros a usarem, oficialmente, uma das cinco pistas do autódromo:
Helder (Capri 2.600 GT), Henrique Bandeira Vieira (Capri 2600 GT), Silveira Machado (Opel Manta), Alberto Machado (Ford Taunus 2300), Alberto Castilho (Alfa Romeo), António S. Carvalho (Alfa Romeo), Fernando Lamas (Datsun 1200), Sidónio Antunes (BMW), Manuel Alves (Opel Kadet), Serafim FUrtado (Ford Escort Twin Cam), Garcia Monereau ( Ford Cortina), Ramiro Morgado (NSU TT), João Alves (BMW), Monteiro Vouga (Triumph TR3).

(na foto, vê-se de camisola escura, o Serafim Furtado, ao lado de Mabílio de Albuquerque à sua esquerda e de Renato Fraga à sua direita, no encontro anual de antigos pilotos de Angola.)

segunda-feira, 10 de março de 2008

Raid Cacimbo Angola do TTT / 2008

M'BORA P'RA PICADA,
M'BORA PR'A CABINDA !!!

Porque, já sabem

NO CACIMBO O CÉU TEM MAIS ESTRELAS ;
A POEIRA É PARTE DELAS.
LOGO;
NO CACIMBO ...
A POEIRA FAZ PARTE DO CÉU !
e ...

Há uma onda no Cacimbo,
Feita de Cunene e de mar ;
Rega estrelas no planalto
E enrola o Leste com o luar ;
Junta poeira da Lucira com Cabinda
E põe as folhas do Maiombe a brilhar !
Jotape


Caros amigos.
Foi com estes dois poemas que o «JotaPe» do «TTT - Turismo todo Terreno» iniciou a divulgação do Raid Cacimbo 2008.
Serão 2.185 Kms que ligarão 6 Provincias de Angola e uma passagem pela RDC.
Com partida de Luanda a 27/07,via Catete,Zenza,Ndalatando,Lucala,Samba Caju, Camabatela,Maquela do Zombo,Mbanza Congo,Noqui,Matadi,Cabinda,Malenvo,Landana, Belize,Buco Zau e regressando por Soyo,Nzeto,Musserra,Ambriz,Caxito, e chegada a Luanda a 10/08.
Com as duas modalidades de inscrição: Carro próprio ou aluguer de carro do TTT, o regulamento poderá ser pedido através de contacto directo com, Jorge Portugal: tttjp@snet.co.ao

segunda-feira, 3 de março de 2008

Lifecar


The hydrogen-powered Lifecar, based on the design of the Morgan Aero-8 roadster, produces little noise and only water vapour from its exhaust.
The lightweight model packs advanced fuel cells and an energy storage system that gives the car a range of 250 miles (400km) per tank of hydrogen.
It has been developed by a consortium of UK companies and universities.
"Figures suggest the car should be capable of doing 0-60 [miles per hour] in about seven seconds," Matthew Parkin of classic sports car manufacturer Morgan told BBC News.
However, the exact acceleration will not be known until the complete car is taken for its first test drive.
"It's nearly there and the plan is to drive it when the show is over," said Mr Parkin.
Clever power
The £1.9m project to build the Lifecar, part funded by the UK government, has taken nearly three years.
"The basic concept was to build an entertaining and fun sports car that would act as a showcase for the technology and would deliver 150 miles to the gallon," said Mr Parkin.
"Everything else has tumbled out from that."
The car is powered by a bank of lightweight hydrogen fuel-cells developed by UK defence firm Qinetiq.
"If you took a typical internal combustion engine and replaced it with a fuel cell, the fuel cell would be very large," explained Ian Whiting of Qinetiq. "That's not an efficient way to do things."
The fuel cells in the Lifecar produce about 22 kilowatts - roughly one fifth of the amount of power of a typical combustion engine.
"With that we can provide all of the cruise capability we need to," he said.
When the car needs to accelerate or climb a hill it draws extra power from a bank of ultra-capacitors aligned down the centre of the car.

"They are like a battery but they do not store quite as much energy and they allow the energy in and out much quicker," explained Mr Whiting.
These are primarily charged by a regenerative braking system which slows the car by converting the vehicle's kinetic energy into useful electrical energy using a motor.
"Hybrid cars already use regenerative braking - normally it restores about 10% of the energy," said Mr Parkin. "Lifecar is aiming for 50%."
Quiet runner
The car has a range of about 250 miles (400km) and has a top speed of around 90mph (145km/h).
"The whole thing has to be built around efficiency which comes down to weight at the end of the day," explained Mr Parkin.
As a result, the car has an aluminium chassis and a lightweight wooden interior, including seats.
It also doesn't have any of the "luxuries" such as a stereo, central locking or even airbags, found on many modern cars.
"The objective is to get the weight down to 700kg."
There are also other notable omissions such as a gearbox and - as the fuels cells produce little noise - the roar of an engine.
"We may have to supply headphones with the sounds of a five litre V8 linked to the throttle pedal," said Mr Parkin.
Other car manufacturers have shown off hydrogen-powered sports cars, although many have been conversions of existing models or hybrid cars that can also run on petrol.
For example, Japanese manufacturer Mazda has unveiled a modified version of its RX-8, known as the Hydrogen RE, which uses a dual-fuel system.
Honda has also announced that its petrol hybrid CR-Z sports car concept would launch in 2009.
Bumpy road
However, the road to a hydrogen-fuelled future has a number of obstacles.
Critics point out that to produce hydrogen by splitting water uses a large amount of electricity. At present, the majority of this electricity comes power stations burning fossil fuels and therefore brings no environmental benefit.
In addition, there is little infrastructure for refuelling the vehicles.
"There's a whole range of questions about how you [could roll out a hydrogen infrastructure] and when you could do that," said Mr Whiting.
"For vehicles which have a central base you can readily install a system to refuel those."
For example, hydrogen buses that return to a central depot already operate in many cities.
An infrastructure to refuel personal hydrogen vehicles would take longer, he said.
However, interim solutions do exist, such as so-called "reformer technology".
"It allows you to take the existing fuel infrastructure - diesel for instance - and convert it into hydrogen on the vehicle," said Mr Whiting.
The car is a concept at this stage but Morgan does not rule out going into production at some point in the future.
"We will gauge reaction when we show it," said Mr Parkin. "If there is an enormous response we will have to look at the project, the pricing and how it will function."
The car will be on display at the Geneva Motor Show in Switzerland between 6 and 16 March.
Other collaborators on the project were Oscar Automotive, Cranfield University, Oxford University and Linde AG.

quinta-feira, 21 de fevereiro de 2008

A semana do Helder no Mazungue

A 1/2 Semanada do Dede! (vide Mazungue)
Estava a ver que nunca mais comecava esta Semana do Helder de Sousa ( Dede para mim). E eu tambem me atrasei pois gostava imenso de vos informar dessas datas que ele vai comemorar este ano. Mas temos tempo para comemoracoes.Agora vou saltar para as recordacoes!
Antes de mais peco desculpa se errar nas datas, pois apos 2 anestesias gerais a memoria comecou a enfraquecer. Mas ca estarao o Fernando e o Carlos Guerra para me acertar o passo.
Ja nao sei se em 73 ou 74 em Mocamedes, numa manha de 6ª feira(ou seria sabado?)o nosso bom amigo Renato Fraga vira-se para mim e diz:
- Oh Joaozinho vais ao porto com o Helder buscar dois Lotus e levam-nos para o armazem do Mabilio.
Claro que fiquei todo entusiasmado, e chegados la' ha' que procurar os carros e ai o Helder disse-me:
- Levas o meu que eu levo o do Larama (que tinha ficado a dormir...), mas olha que a embraiagem e' dura, e tem cuidado com as rotacoes ao arrancar para o carro nao ir abaixo.
Ok amigo, escusas de ficar descansado disse-lhe eu!

Devo aqui dizer que o local onde estavam os carros era uma mistura de alcatrao, arroz, acucar, feijao e ... oleo alimentar derramado no porto.Carregado no botao de arranque fiquei com a adrenalina a 100% com o trabalhar do motor.O Helder arrancou a frente e eu para o seguir de imediato devo ter dado rotacoes a mais ao motor, que o Lotus fez 1/2 piao e eu fiquei virado para tras!
La pus o carro a trabalhar de novo, arranquei no sentido em que estava a procura de melhores condicoes de aderencia e voltei para o caminho certo indo a procura do Dede que tinha entretanto parado a saida do porto a minha espera.
No trajecto ate ao Armazem do Bilinho (Mabilio de Albuquerque)deu para sentir nas costas o quao incortavel era o Lotus. Rente ao chao,mais parecia uma tabua com rodas, tipo «carro de sabao» de luxo.
Mas felizmente que o Helder o guiou sempre bem, nao me recordando para ja da sua classificacao nessa corrida de Mocamedes.
Claro que ao chegar ao armazem fui alvo da maior gozacao saudavel e' certo.
Que bons velhos tempos amigo Dede!
MAIS SEMPRE MAIS, sempre foi e sera o teu lema!
Saude para ti.
joao coimbra
PS Vao ao Mazungue que ha la mais...

terça-feira, 12 de fevereiro de 2008

A Grande Corrida Nova Iorque-Paris



Faz hoje cem anos, 250 mil pessoas concentraram-se na Times Square de Nova Iorque para verem seis automóveis partirem para uma corrida de 35 mil quilómetros até Paris, que nenhum dos concorrentes acreditava ser capaz de completar.
Nessa altura o automóvel não era considerado um meio de transporte fiável para grandes distâncias, muito menos no Inverno. Por exemplo o americano Thomas Flyer, que acabaria por ser declarado vencedor, não tinha capota, nem para-brisas, nem qualquer espécie de sistema de aquecimento. Um dos carros concorrentes, um Sizaire-Naudin francês, desistiu por avaria no primeiro dia de prova. Outro automóvel francês, um Motobloc, entregou a alma ao criador no Iowa. As neves no Utah imobilizaram durante dias outro caro francês, um De Dion, e no Wyoming o Zust italiano e o Protos alemão(que por ordem do Kaiser tinha sido construído por 600 operários especialmente para a prova).

Ao fim de 41 dias o Thomas Flyer estava em S. Francisco. Mas o seu primeiro condutor, o ás do volante da época Montague Roberts, tinha regressado a casa assim que chegaram ao Wyoming; quem o substituiu, foi só até ao Utah; o seguinte, fugiu em São Francisco. Walter Williams, o reporter do New York Times que deveria fazer a cobertura, também abandonou o trabalho nas tempestades de neve. Só o mecânico George Schuster, que não era suposto guiar e ao fim de cada dia reconstruia o carro, se manteria até ao fim e ao volante.

O Protos acabou por ser o primeiro automóvel a chegar a Paris, ao fim de 166 dias de peripécias. Peripécias essas que incluiram ter o carro sido metido num comboio do Wyoming para São Francisco e ter evitado a etapa no Japão — uma poupança de 5200 quilómetros que resultou numa penalização de 30 dias.
Schuster, que ao volante do Thomas Flyer entrou em Paris com 3 dias de atraso, acabaria por ser declarado vencedor. (Não lhe serviu de muito: o prémio de mil dólares do New York Times só lhe foi entregue 60 anos mais tarde e não corrigido quanto à inflação, e o patrão, dono da E.R. Thomas, fabricante do carro, recusou-se a pagar-lhe os 10 mil dólares em salários por seis meses de trabalho consecutivos ao volante).
A história desta prova de há cem anos passou ao cinema em 1965 como “A Grande Corrida”, filme agora relançado restaurado para comemorar a efeméride. Mas era pouco para assinalar tamanho feito...

E assim, às 9 da manhã do dia 30 de Maio, mais de duas dezenas de veículos partirão da Times Square para uma nova aventura que em 65 dias os levará até Paris.
Os veículos serão didividos em classes. Primeiro, a “Classe Schuster”, para carros com mais de 25 anos, estando já inscritos, entre outros, um Thomas Flyer de 1904, um Nyberg Indy Race de 1910 e um Jorden J-1 Flyer de 1927. Depois a “Classe Inovação”, para veículos com novas tecnologias e combustíveis alternativos renováveis, onde se verá um Aston Martin DB-6 Vantage de 1967 a etanol-85, um Ford protótipo do ano passado e uma motocicleta Buell Ulysses; ainda dentro desta classe, haverá uma competição de consumo para veículos híbridos.
Os concorrentes percorrerão por estrada 20 mil quilõmetros, que os levarão de Nova Iorque a Vancouver, donde serão aerotransportados para Xangai, atravessando depois a a China, Cazaquistão e Rússia para chegarem a Moscovo a 20 de Julho, seguindo pela Letónia, Lituânia, Polónia, Alemanha, República Checa, Suiça e França até Paris. (A aventura poderá ser seguida em http://www.greatrace.com/).

sexta-feira, 25 de janeiro de 2008

Onde estão os Maserati do ATCA?

Estava na noite de quarta-feira a rever o vídeo de Mark Knopfler entrevistado por Alain de Cadenet sobre o que o faz correr com o seu Maserati 300S



e lembrei-me dos Maserati do ATCA que alimentaram os sonhos da minha adolescência.
Que seria feito deles?
O primeiro ficou com o motor partido e foi comprado por Manuel Conde, que lhe instalou um Ford V8, sem grande sucesso. Depois disso, nunca mais soube dele.
O segundo, o desta fotografia, tirada em 1960 no IV Grande Prémio de Angola com Álvaro Lopes ao volante e no qual, no ano seguinte, o piloto teve um acidente grave, teve também problemas de motor: uma cambota partida, que foi soldada nas oficinas da DTA, mas que nunca mais lhe permitiu correr.
Encontrei-o abandonado numa oficina de motorizadas, salvo erro no Prenda, em 1974: duas rodas no chão, duas rodas na parede, coberto por uma chusma de restos de motorizadas. O dono da oficina achou estranho que eu e um amigo soubessemos tanto sobre e nos interessassemos por "aquela sucata" - que ainda estava pintado de vermelho, com as bolas brancas para os números, rodas de raios e os pneus ainda com ar.
Para aí um mês mais tarde, o Maserati reapareceu no stand do João Alves na Marginal. Estava pintado de amarelo, com uma risca preta fosca, e os raios das rodas também pintados de preto. O João Alves pedia 120 contos pelo carro...
Dias depois, desapareceu. Disseram-nos que tinha sido "levado por um maluco para a África do Sul."
Onde andariam esses carros hoje?
Procurei nos registos Maserati e... não encontrei. Mas inscrevi-me numa Maserati mailing list, disse o que procurava e, hoje de manhã, tinha os resultados.
Foi esta a resposta de Walter Bäumer: 2 cars were sold to Angola: #3057 is now in the US and #3082 is owned since many years by Burkhard v. Schenk from London/UK. ;y book about the 300S`s is coming out later this year!
Delfaille disse-me para ver os sites de Benoite Musy e Enrico.
No de Benoit (http://www.orbisenterprises.com/Maserati-1/Maserati-2/maserati-2.html) está esta fotografia: E a história: In 1955, Benoît Musy the Swiss race car driver, purchased a new Maserati 300S (chassis No. 3057) from the Maserati factory in Modena. With this car he won several international races in Europe. In 1956, he beat the Oulton Park sports car lap record during the "British Empire Trophy Race." When Musy lost his life at Montlhéry-France, on the 7 of October 1956, he was driving a new Maserati 200S (two liters). Unfortunately the steering mechanism of that car had failed and caused the tragic accident.
On that fateful day Musy's 300S Maserati (No. 3057) was at the factory in Modena. In 1958 his wife, Consuelo Heusch Musy, sold the race car to the Angola Racing team. The car was raced for several seasons with some mechanical modification, and subsequently it was left unattended for almost three decades in a garage in Africa. Fortunately, a car enthusiast, Mr. S. Johnsen, rescued the car and had it shipped to Norway until it was sold in 1991 to an English gentleman. Following its relocation in the UK, the 300S underwent a complete restoration process at the Church Green Engineering works. In 1994 after two years of painstaking craftsmanship the car emerged completely rejuvenated to its former glory status.
Even though Benoît Musy is no longer here to see his former race car, his memory continues to live thanks to the hard work of the restoration team and present owner of the 300S. In 2001 the Maserati 300S competed in the Nürburgring Old-Timer Grand-Prix.
Por esta história, este é o de Manuel Conde: RDH - 55 : Benoit Musy, CH - 56 : Oulton Park, British Empire Trophy, Musy, 1st - 08/56 : Swedish GP Kristianstad, Musy - 10/56 : Musy died at Coupe of Salon Monthlery race, driving a 200 S. Musy's family kept 3057 until 1958 - 58 : Angolan Racing Team, they ran 3057 for several years until the engine was wrecked, they installed a Ford V8 in it, transaxle broke - Johnsen, Norway, discovered it and imported it to Norway - 91 : an English owner - 92/94 : the car is under restoration at Green, Dorset . New engine, body and gearbox, per Eyears . It has a new Embry engine - driven by Stretton at the Nuerburgring - offered by Paradise Garage - engine from this car is in 3069 - 07/98 : driven at Coy's Silverstone Historics - 10/98 : Walduck for $600k - 99 : MM, Walduck/McSwan
Na de Enrico (http://www.maseratighibli.co.uk/)... há tudo quanto seja Maserati.
Era demasiada informação... procurei por #3082, e aqui está ele...

Viva a Internet!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!! Este é o de Burkhard von Schenk, o que está em Inglaterra. A história: RDH, 2nd to last - 60's : raced by Angola racing team - Viljoen, New Mucklencvk, Pretoria, SA still in 1975 - Back - Harley - 85 : Von Schenk, G for about £200k - 88/91 : MM, Von Schenk. Este era o que estava debaixo das motorizadas...

terça-feira, 8 de janeiro de 2008

TATA Revolution


Quando dentro de dois dias for apresentado formalmente ao público o Tata 1 Lakh, terá começado uma revolução no mundo automóvel. Por antecipação, os fabricantes americanos e europeus, bem como os ambientalistas, já dizem cobras e lagartos dele.
Percebe-se porquê...
Quem tem mais de 60 anos lembra-se do que era há meio século um relógio de pulso. Era coisa que os pais ofereciam os filhos quando fossem considerados homenzinhos, coisa rara e cara que devia ser tratada com o maior cuidado. Nem toda a gente podia ter relógio de pulso, e em casa funcionava o depertador de lata, necessário para se andar a horas.
De repente, a Texas Instruments põe no mercado relógios de plástico ao preço da chuva, ou ainda mais barato. O relógio de pulso ficou acessível a todos, foi uma revolução. E nem por isso que a Rolex faliu...
O 1 Lakh (que estupor de nome...) pode ser isso mesmo, o carro para todos. Com um preço base de 2500 dólares, está ao nível de uma motorizada, o transporte de referência para tesos a nível mundial.
Não vão acabar os automóveis como os conhecemos. A mesma Tata está compradora da Jaguar e da Land Rover, marcas que jamais poderão ser consideradas para "populares".
É óbvio que os construtores tradicionais têm razões para se preocuparem. Tudo quanto seja segmento abaixo de médio vai-lhes escapar por entre os dedos como água.
Voltando aos relógios, os suiços souberam dar a volta por cima com o Swatch. Há sempre uma solução, basta encontrá-la...

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