sexta-feira, 25 de março de 2011
Há 25 anos
O Lancia 037 de Attilio Bettega na Volta à Córsega de 1985 , o Ford RS 200 de Joaquim Santos no Rali de Portugal de 1986, o Lancia Delta S4 de Henri Toivonen na Volta à Córsega de 1986, o FORD RS 200 de Marc Surer no Rali de Hessen na Alemanha. Foram estas as máquinas protagonistas de uma série de acidentes terríveis e fatais em apenas pouco mais de um ano. Máquinas impressionantes, mas impossíveis de controlar perante o mais pequeno percalço, fosse por falha de trajectória, ou por obstáculo inesperado. No YouTube, existem testemunhos de todas estas fatalidades. À excepção do caso Português, os tripulantes foram vítimas fatais desses acidentes. Surer salvou-se, mas não o seu co-piloto.
Em Portugal foi diferente por uma multidão de gente que nem no Targa Florio se vira. O despiste do RS 200 de Santos teve consequências dramáticas e fatais para muitas pessoas. Este, foi o acidente que determinou o fim dos Grupo B. Foi há 25 anos:
sexta-feira, 28 de janeiro de 2011
Até sempre, Mira Godinho!
Depois de voltar à sua terra amada, o Huambo, Fernando Mira Godinho veio a Portugal onde esteve hospitalizado já em 2011. Veio a falecer ainda neste mês de Janeiro, no dia 23.
Poderia fechar um ciclo na história da organização das corridas no Huambo. Mas ele não precisava. A sua terra, sim. Ainda precisava dele.
clicar na imagem para ampliar
18 de Maio de 2008 no Bombarral. António Peixinho (blusão vermelho) homenageia os organizadores "das melhores corridas de todos os tempos em Angola". Mira Godinho está no pódio, à direita de Armando Lacerda.
Mira Godinho pelo seu Amigo Armando Lacerda, numa homenagem exposta no
MotorClássico em 22-07-2009:
Pequena "estória" de alguém a quem as "6 Horas de Nova Lisboa" muito ficaram a dever.
Hoje, vou falar de uma pessoa que, para muitos talvez desconhecida, é alguém a quem as “6 Horas de Nova Lisboa” muito ficaram a dever: Fernando Mira Godinho.
Conheci o Mira numa reunião de emergência em que se discutia o futuro das “6 Horas” e a sua possível condenação à morte.
A primeira edição da prova dera um prejuízo de vinte contos e o presidente do Sporting do Huambo, adepto apenas do futebol e que só via cifrões, não dava autorização para a sua continuação.
Estava-se naquela discussão quando o Mira, usando da palavra, garantiu que arranjaria aquela importância em publicidade e que, se o não conseguisse, punha o que faltava do seu bolso.
A princípio, por aquela conversa, pensei que seria algum angariador de publicidade e mal pensava eu, naquela altura, que se iria tornar no meu melhor colaborador e no meu maior amigo.
A partir dali, foi-se cimentando uma amizade muito grande e passámos a ser companheiros em todos os bons e maus momentos.
O Mira arranjou a publicidade num valor que excedeu a importância em causa, a segunda edição da prova realizou-se e, passado algum tempo, assumiu a presidência da direcção do Sporting.
Onde tínhamos tido um opositor à realização da prova passámos a ter alguém com quem podíamos contar em todas as circunstâncias.
Após a terceira edição, o Mira percebeu da necessidade de imprimir um maior dinamismo e mais organização para permitir o seu progresso e pediu-me para assumir a direcção da prova dado que o Franchi Henriques se encontrava saturado.
A nossa amizade foi sempre aumentando, embora entremeada de discussões terríveis todas elas relacionadas com a organização da prova, embora fora delas continuássemos inseparáveis amigos.
É que o Mira tinha de ser mediador e o grande apaziguador entre uma direcção do Sporting que só se interessava com o lucro que a prova poderia dar, pretendendo ganhar o máximo gastando o mínimo, e a direcção da corrida que pretendia o céu e a terra e, para isso, exigia que as receitas conseguidas com as provas fossem empregues em proveito das mesmas.
Como uma bola de ping-pong, o Mira enfrentava e tentava convencer a direcção a investir o mais possível e aguentava com as minhas fúrias que queria sempre mais e mais.
As discussões eram de tal forma violentas que chegámos a fazer um pacto de que, no dia a seguir às “6 Horas”, esqueceríamos tudo que pudéssemos ter dito um ao outro.
E foi sempre assim até à minha saída da direcção da corrida que abalou, temporariamente, as nossas relações, pois zangámo-nos e deixámo-nos de falar, mas a nossa amizade, embora o não parecesse, nunca deixou de existir.
Com a minha saída, o Mira reconhecendo que não tinha capacidade técnica para assumir a direcção da prova, teve a humildade de se dirigir ao ATCA e pedir à Comissão Desportiva que tomasse a direcção da mesma.
Foi ele o verdadeiro obreiro das “6 Horas” terem atingido a projecção que alcançaram, salvando-as primeiro da sua morte prematura, promovendo, em determinada altura, alterações para que atingissem maior dinamismo e projecção, batalhando depois, junto dos restantes membros da direcção, para obter as condições financeiras que permitissem que as minhas ideias se pudessem concretizar e tomando medidas, após a minha saída, para que a prova pudesse continuar.
Durante alguns anos, mantivemo-nos zangados e nem sequer me despedi dele quando regressei a Portugal.
Mas, apesar disso, a nossa amizade nunca diminuiu e, um dia, o Mira apareceu-me em Évora e deu-se a nossa reconciliação.
Abraçámo-nos como se nos tivéssemos visto na véspera e continuámos amigos até aos dias de hoje.
Na semana passada recebi um telefonema seu. Estava radiante!A convite do sobrinho, tinha voltado à sua querida Angola que ele tanto ama e ali tinha passado dois meses, em Luanda e no Huambo.
Dera entrevistas à Rádio Nacional de Angola e à Rádio Huambo sobre os seus tempos de futebolista e basquetebolista, mas sobretudo sobre as “6 Horas”.
No Huambo, as pessoas com quem falara referiam-se com entusiasmo às “6 Horas”, chegando alguém a dizer-lhe que já não o deixavam sair de lá sem voltar a fazer, de novo, aquela prova.
E o Mira justificava-se dizendo que as “6 Horas” não se faziam em meia dúzia de dias e que, antigamente, levavam um ano a ser organizadas, que não tinha ali a equipa que fizera a prova, que o asfalto existente não se prestava à sua realização, em conclusão que era um sonho ainda difícil de concretizar.
Fico feliz pela alegria que o Mira sentiu por esses dois meses na sua querida terra e por todo o entusiasmo que o rodeou.
Feliz e impressionado!
Impressionado como, passados trinta e tal anos, as “6 Horas” continuam bem vivas e se falam delas com entusiasmo.
Impressionado quando encontro pessoas, que eram crianças na altura, cheias de recordações e falando com entusiasmo das corridas daqueles tempos.
Impressionado quando, após tantos anos difíceis e de sacrifício porque Angola passou, o amor pelos automóveis não morreu, continua bem vivo e, a pouco e pouco, por todo o país vão surgindo corridas com o mesmo entusiasmo de outrora.
Impressionado quando tomo conhecimento que o Governador do Huambo, em reunião com a pessoa que está tentando reorganizar este desporto naquela cidade, lhe pede que ponha de pé as “6 Horas” no mais curto espaço de tempo. E. ao impressionar-me desta forma, o meu pensamento vai para todos aqueles que disputando as corridas nas pistas, na organização das provas com mais ou menos defeitos, nos bastidores dando-lhe todo o apoio necessários ou nos jornais e na rádio promovendo a sua divulgação, tornaram possível que este entusiasmo se mantenha vivo ao fim de tantos anos.
Aqueles homens com quem tive a honra de conviver e de granjear amizades, sem sequer darem por isso, estavam a fazer história.
Eles fizeram de facto história… história que se mantém bem viva nos dias de hoje.
E entre esses homens está o Fernando Mira Godinho.
Passado algum tempo de ter escrito este “post” escrevi o seguinte:
UM DOS PILARES DAS "6 HORAS INTERNACIONAIS DE NOVA LISBOA" REGRESSA AO HUAMBO
Há tempos, escrevi um "post" em que, a propósito de um telefonema que havia recebido do meu Amigo Fernando Mira Godinho, relatei as férias que ele passara em Angola e contava como ele tinha sido um verdadeiro pilar na construção das "6 Horas Internacionais de Nova Lisboa".
Há dias, recebi outro telefonema dele a despedir-se pois resolvera regressar definitivamente à sua Angola e ao seu Huambo.
Quando ali tivera de férias, aproveitara para tirar o seu bilhete de identidade de cidadão angolano e, assim, ao fim de trinta e dois anos de exílio, o Fernando regressa à sua terra de origem que tanto ama.
Senti-me feliz por ele mas, ao mesmo tempo, apoderou-se de mim uma enorme tristeza pois a distância ia afastar-nos, possivelmente, em definitivo.
Mas como, tal como dizia Fernando Pessoa, "tenho em mim todos os sonhos do mundo" despedi-me dizendo-lhe que, em breve, o iria visitar.
E o Mira feliz e sempre prestável respondeu-me: "e tens cama, mesa e roupa lavada garantida.
Sei que, apesar de ter em mim todos os sonhos do mundo, este será muito difícil de concretizar ... mas vale sempre a pena sonhar.
A última vez que estive com o Mira Godinho foi em Maio, quando o fui buscar para irmos ao encontro dos automobilistas angolanos que se realizou no Bombarral.
Ali, o António Peixinho fez questão de homenagear-me e ao Mira afirmando que nós tínhamos sido autores das melhores corridas que se realizaram em Angola.
Como foi bom o Peixinho ter tido esta lembrança pois, assim, o Fernando leva uma boa recordação de Portugal e sabe que o seu valor foi reconhecido.
O Fernando Mira Godinho regressou ao seu querido Huambo.Está um pouco depauperado e já não tem os meios e relações que tinha quando, juntos, construímos as "6 Horas". Mas tem, dentro dele, ainda muito entusiasmo e uma vida passada cheia de actividade em prol do desporto.
Que os entusiastas do desporto automóvel, que no Huambo tentam dar nova vida a esta modalidade, saibam aproveitar tudo que o Mira Godinho ainda lhes pode dar.
Será bom para o desporto automóvel e também para o Mira Godinho que bem merece.
Quando escrevi este “post” disse que o sonho era difícil de concretizar mas, em Maio passado, ele teve prestes a ser uma realidade quando na realização de corridas no Huambo, ao fim de trinta e cinco anos, houve uma movimentação em Angola para que eu tivesse presente.
E quando tudo fazia prever que o sonho se tornaria realidade a não chegada de um visto impediu que tivesse tido essa grande alegria.
domingo, 12 de dezembro de 2010
Da Écurie Palanca Negra

A Écurie Palanca Negra foi fundada na sua maioria, pelos membros visíveis à esquerda, (incluindo alguns estudantes) numa imagem de Hélder de Sousa, que se encontra junto de Henrique Cardão, Carlos Blanco e Guedes (?).
Esta imagem que Hélder havia postado aqui, retrata a Écurie Palanca Negra antes da partida para o Ralye Universitário de 1967.
Dois anos depois, em 1969, esta equipa já não era bem assim:

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sábado, 23 de outubro de 2010
sexta-feira, 24 de setembro de 2010
Jan Balder
Jan Balder honrou este blog com a sua presença.
Para ele, um grande abraço de alguém que teve o privilégio de partilhar a mesma pista nas "6 horas de Nova Lisboa-1972".
Em baixo, o comentário deixado pelo Jan.
OBRIGADO JAN, OBRIGADÃO
Helder de Sousa
QUE FANTASTICO
QTO SAUDADE DAQUELAS SUPER 6 HORAS COM O SR. ARMANDO LACERDA NÃO POUPANDO ESFORÇOS.
O SAUDOSO NORMAN CASARI LARGOU E DEPOIS DO PITSTOP, SENTEI NAQUELA MARAVILHA DO PORSCHE 907. ACABAMOS ENFRENTANDO ALGUNS PROBLEMAS DE PRESSÃO DE OLÉO POR VAZAMENTO NO RADIADOR E DEPOIS UM PNEU BAIXO...ME FEZ CATAR UMA GUIA E ADEUS RESULTADO.
O MAIS IMPORTANTE FOI A CONFRATERNIZAÇÃO EM PRO DO ESPORTE.
PARABÉNS PELO RESGATE, VOU REPASSA-LO PARA OS AMIGOS,
JAN BALDER
quinta-feira, 9 de setembro de 2010
6 Horas de Nova Lisboa 1972
Foi a última vez que houve participação de pilotos estrangeiros de nível mundial em Angola.
O filme mostra o resto:
Peço desculpa pela qualidade do som, mas canção sobre carros daquele tempo, só podia ser esta. Não houve volta a dar quanto a registos melhores por direitos editoriais pelo que à 5ª tentativa tive de recorrer a um registo e ao equipamento daquele tempo...
Obrigado a Manuel Joaquim Sá pelos filmes, que podem ser visto em separado nos links: A, B, C.
Hélder, por ser neste dia, esta é obviamente uma prenda para ti. Um grande abraço e ... Parabéns!
terça-feira, 20 de julho de 2010
da inauguração do Autódromo de Luanda
De Manuel Sá no Brasil, chegaram mais estes 3 pequenos filmes Super 8. São todos de corridas de Grupo 1, da jornada inaugural do Autódromo de Luanda.
O primeiro filme, é relativo à primeiríssima corrida, com honras de abertura pelo governador, como se pode ver. E não foi o desfile inaugural com as muitas dezenas de carros. Esta era mesmo a corrida inaugural. Quem ganhou? Foi o dono deste blog ao volante de um Capri de Waldemar Teixeira.
O primeiro filme, é relativo à primeiríssima corrida, com honras de abertura pelo governador, como se pode ver. E não foi o desfile inaugural com as muitas dezenas de carros. Esta era mesmo a corrida inaugural. Quem ganhou? Foi o dono deste blog ao volante de um Capri de Waldemar Teixeira.
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quarta-feira, 26 de maio de 2010
Circuíto da Praia Morena 2010
Benguela desperta de um certo marasmo que se vivia ainda há poucos anos:
E foi nas ruas desta antiga cidade, que se realizou o Circuíto da Praia Morena, 39 anos depois da última edição, como se anunciou aqui
Abaixo, mais um pequeno vídeo de Celso Fernandes, este da corrida:
E foi nas ruas desta antiga cidade, que se realizou o Circuíto da Praia Morena, 39 anos depois da última edição, como se anunciou aqui
Abaixo, mais um pequeno vídeo de Celso Fernandes, este da corrida:
E algumas imagens (clicar sobre as mesmas para as aumentar) para que se entenda um pouco melhor o que foi esta corrida memorável a vários níveis:
O histórico clube organizador, o Tuku-Tuku, prestou uma singela homenagem ao seu antigo fundador, Eurico Lopes de Almeida, através de uma imagem colada num dos seus carros concorrentes.A corrida foi efectuada em sentido inverso ao habitual de há 40 anos.
As imagens, foram tomadas na "torre de controlo" da prova, instalada no edifício do "porta aviões".

A imagem da partida, faz-nos lembrar o que eram as corridas ainda há mais tempo em alguns locais africanos como Moçambique, quando concorriam juntos carros de Sport com Fórmulas e com Turismos, todos com boas diferenças de idade entre si.
Curiosamente, o BRC do futuro vencedor, Fiório de Sousa, não se vê na imagem. (PS: segundo informação da organização, partiu das boxes; o que dá maior mérito ao seu resultado)

Na partida, o pole Sandro Dias "Riquito" (nº201) atrasa-se também para Jorge Pires (nº11).
Seguem-se Mário Ferreira no Fórmula, Luís Teles Menezes no BMW, Luís Oliveira no Porsche, etc.
A classificação e as últimas 3 imagens mostram que os três últimos concorrentes citados, animaram bastante esta corrida.
Mais imagens da partida:
Há máquinas muito curiosas. Já vimos um Sierra muito transformado. Vemos agora um Golf que lembra um Deltona, mas também há coisas novas e que não se encontram "por aí" como um 500 Abarth...
Há máquinas muito curiosas. Já vimos um Sierra muito transformado. Vemos agora um Golf que lembra um Deltona, mas também há coisas novas e que não se encontram "por aí" como um 500 Abarth...

Ao fundo, uma sucessão de imagens que mostram o ambiente vivido nesta prova, tanto ao nível da competição como acima descrito, como ao nível do público e de algum entusiasmo inconsciente. Aquela gente ali no muro e no passeio mesmo ali na curva...

No final tudo correu bem e sem acidentes.
Venceu Fiório de Sousa, seguido de Luís Oliveira. Manuel Dias no Radical nº34 foi 3º e em 4º ficou Jorge Pires no protótipo nº11 aqui bem ilustrado. Mário Ferreira no Fórmula terminou em 5º, Daniel Vidal que alinhou sem tempo terminou a seguir, etc.
Parabéns ao Tuku-Tuku pelo sucesso deste evento após um longo e demorado esforço.
Um dia saberemos do autódromo em funcionamento, hajam assim os investimentos mais do que merecidos.
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segunda-feira, 3 de maio de 2010
Clássicos Mercedes Benz - um 600 muito especial
Esta é uma peça de 1966 carroçada por Henri Chapron especialmente para Nubar Gulbenkian, filho de Calouste Gulbenkian. Este modelo único, era usado por Nubar para passear na Côte d'Azur. O carro, era conduzido pelo "chauffeur" mas Nubar gostava de controlar as performances e o consumo do carro, que assim tinha outra consola de instrumentos atrás para o efeito. O interior é integralmente em pele. Outra particularidade era o tecto em vidro com uma cortina de correr.
Esta peça preciosa, esteve no estrangeiro durante muitos anos e voltou ao território nacional recentemente. Mas vejamos o carro:





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Ainda os Clássicos Mercedes Benz: o 300 SL roadster
Na sequência deste post e seguintes acerca da exposição Mercedes no CPAA, apresento mais duas fabulosas peças que estarão só até ao próximo dia 5 nesse museu.
Começo pelo 300 SL Roadster (W198 II) máquina produzida entre 1957 e 1963
Começo pelo 300 SL Roadster (W198 II) máquina produzida entre 1957 e 1963


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Das Festas do Mar de 1973 Moçâmedes - Namibe
Corrida mais do que conhecida esta e da qual não faltam referências, porque felizmente sobreviveu informação bastante e tudo se sabe mais ou menos.
Pouco há a contar desta prova. O automobilismo angolano estava no topo da sua popularidade nas pequenas cidades e Moçâmedes (Namibe) tinha uma importante e ambiciosa corrida. Nesta, participou uma significativa comitiva portuguesa mais as suas máquinas.
Venceu Nené Neves em Lotus Europa 62 que foi vendido de imediato a Waldemar Teixeira. Américo Nunes ficou em 2º com o Porsche Carrera 6 typ 906 que também vendeu de imediato a Herculano Areias. Emílio Marta ficou em 3º com o seu Ford GT40.
E vamos vê-los a mexer no filme de 8 mm de Manuel Joaquim Sá:
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de Novo Redondo (Sumbe) 1970
Corrida-espectáculo sem grande história, esta do 6º Circuito Automóvel de Novo Redondo (Sumbe).
Antes da prova, houve 1' de silêncio por Corte Real Pereira falecido na Huíla poucas semanas antes.
Nicha em 2002 Schnitzer domina, mas Peixinho em T33 fica à frente na 2º volta. Pouco depois, ambos desistem por avarias mecânicas ao mesmo tempo.
Bandeira Vieira fica na frente em 2002 Schnitzer.
Desistem as 3 GTAs (Fraga, Peras, Resende) e o Lotus 47 de Areias.
Nicha fica com o carro reparado e retoma a prova apenas para colocar o público em delírio com um memorável espectáculo de condução desportiva.
Marta com o GT40 fica em 2º e Carlos Conde em 3º com o Lotus 23
Antes da prova, houve 1' de silêncio por Corte Real Pereira falecido na Huíla poucas semanas antes.
Nicha em 2002 Schnitzer domina, mas Peixinho em T33 fica à frente na 2º volta. Pouco depois, ambos desistem por avarias mecânicas ao mesmo tempo.
Bandeira Vieira fica na frente em 2002 Schnitzer.
Desistem as 3 GTAs (Fraga, Peras, Resende) e o Lotus 47 de Areias.
Nicha fica com o carro reparado e retoma a prova apenas para colocar o público em delírio com um memorável espectáculo de condução desportiva.
Marta com o GT40 fica em 2º e Carlos Conde em 3º com o Lotus 23
E um pequeno testemunho em filme de 8 mm de Manuel Joaquim Sá:
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de Malange 1970

Ao lado, na estranha grelha de partida segundo os tempos, nota-se a estreia do Alfa T33 que terá uma vitória fácil e o último treino de Ferreira Pires no Ford GT40. Nota-se ainda a ausência de vários pilotos de Benguela, que não correram por atraso nas inscrições. São os casos de Emílio Marta e de Herculano Areias com os seus Lotus Europa 47.
Ferreira Pires não correu. Emílio Marta convenceu-o a vender o bólide, e leva-o para as 6h de Nova Lisboa, uma semana depois.
Nesta prova, Nicha Cabral fez o que pôde com o BMW 2002 Schnitzer e terminou em 2º. Seguiram-se as GTA's 2.o com António Resende e Altino Fraga.
Abaixo, o filme de 8 mm de Manuel Joaquim Sá:
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sábado, 1 de maio de 2010
Das 6 Horas de 1969
Os dois posts anteriores, referem-se às 6 horas de 1970.
Este, é relativo ao ano anterior, 1969.
Esta prova, que ficou marcada pelo falecimento de Fredy Vaz ao volante de um Cortina, foi vencida por José Lampreia e Álbio Pinto em BMW 2002 Schnitzer, seguidos por Fernando Pinhão e Altino Fraga em Porsche 911 e por Francisco Barbosa e Fernando Fonseca em BMW 2002 TI.
Abaixo, no precioso filme de 8 mm de Manuel Joaquim Sá, aparecem entre muitos, o Lotus 47 de Herculano Areias que desistiu, ou um Opel GT pilotado por Silveira Machado e por António Lacerda que se classificaram em 4º, ou ainda o Vauxhall Viva GT de Henrique Cardão com Rui Frota, classificados em 6º.
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Da prova de Iniciados das 6 horas de 1970
Antes da prova "grande", as "6 Horas" propriamente ditas, houve de manhã cedo, às 8 horas, a corrida de Iniciados que consagrou Santos Peras e que assim o levaram à prova principal em equipa com Flávio Santos na Alfa Romeo GTA 2000. Esta Alfa, tal como a outra algo modificada em Angola, que correu no Huambo com o nº 7, eram peças especiais, protótipos por assim dizer, uma vez que diferiam das especicações das outras GTA's, com 1600 cc, a versão "aligeirada" das 1600 GT.
Atrás de Santos Peras, ficaram Manuel Garcia em BMW 2002 TI e Fernando Carneiro (suponho que em Cooper S), todos na imagem do pódio ao lado. José Bandeira em Mini Cooper S lutou pela vitória até a sua máquina avariar.
Segue-se o pequeno mas precioso apanhado em filme de 8 mm de Manuel Joaquim Sá:
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