Mostrando postagens com marcador Sumbe. Mostrar todas as postagens
Mostrando postagens com marcador Sumbe. Mostrar todas as postagens

domingo, 4 de outubro de 2009

Corridas no Sumbe-boxes

Este é o ADR 3 Minister, motor Honda Type R de Jorge Pires.
O parque destinado a paddock da corrida, acabado de ser feito, estava cheio de poeira e terra. Os pilotos recusaram e escolheram o jardim junto à entrada da recta da meta. Aqui, o Radical SR3 de Paulo Sá Silva, o já campeão angolano da categoria TGS (que reúne turismos e sport diversos). Veja-se, atrás do Radical, um fórmula Ford Mygalle.

Do outro lado da rua, o Porsche 996 - 3.600cc turbo de Maló de Almeida, o BRC de Ilidio Cardoso, e o Radical SR8 de Daniel Vidal.


Corridas em Angola - Sumbe

Na foto superior, Cardoso Albernaz, outra das figuras históricas do automobilismo angolano de todos os tempos, dá a largada para uma das corridas dos Turismos do troféu Mundial Seguros.
Nesta foto, a grelha de partida já formada para a corrida dos Turismos, com 3 responsáveis a terminarem a inspecção : o sempre disponível João Coimbra (esqª), o director da prova (centro) e Cardoso Albernaz.

sexta-feira, 2 de outubro de 2009

Três glórias

Fui encontrar no fim-de-semana passado, no Sumbe (antigo Novo Redondo) três das maiores figuras do desporto motorizado angolano antes e pós independência. Vejam só (da E para a D): Herculano Areias, Santos Peras e Dárdano Alves.
Como eles estão "iguais" passados mais de 30 anos !!!!
Não resisti a juntá-los para a fotografia.


quarta-feira, 23 de setembro de 2009

COINCIDÊNCIAS E … SAUDADES!


Sumbe, já teve corridas empolgantes como em 1973, com estupendas máquinas de competição. Da reportagem da revista Equipa da época, está disponivel um resumo da prova principal neste artigo do SportsCar.

As corridas de Grupo 1 não eram menos interessantes, pois tinham protagonistas talentosos com máquinas de grande qualidade.

Dada a proximidade da prova anual do Sumbe, João Coimbra lembrou e escreveu o que se segue:

-"Aproveitando o feriado Angolano de 17/09, resolvi arrumar o meu “baú das velharias”. Por coincidência também, tinha comprado e lido na noite anterior o ultimo número (3) da nova revista de Auto, Moto e Náutica - “EKUIPA”. Por coincidência descobri no “baú”, três revistas “EQUIPA” do passado, das quais a número 31 de 01 de Outubro de 1973, me chamou a atenção pelo artigo da página 73 (outra coincidência). Por coincidência esse artigo escrito pelo Hélder de Sousa dizia respeito ao Circuito de Novo Redondo (actual Sumbe) de 1973. Por coincidência no próximo fim-de-semana realiza-se uma prova no Sumbe a contar para o Troféu Mundial Seguros (Turismos), TGS, Motorizadas e Motos. Por coincidência o Hélder de Sousa, num ano em que “aumentou a cilindrada do seu motor para 7.0 cc”, regressa ao Sumbe 36 anos depois, para comentar estas corridas a convite da “TV ZIMBO”. Parecendo-me bastante actual o que o nosso amigo Hélder de Sousa escreveu no passado, atrevo-me agora a transcrever (parte) do referido texto para todos vocês:



"AO VOLANTE"

"Novo Redondo ganhou fama de ser um circuito “de muita condução”, onde as “mãos” do piloto prevalecem sobre a potência dos automóveis. Não é mais que meia verdade. E a corroborar esta opiniao recordo o exemplo de “Larama”, reconhecidamente considerado um piloto que tem “boas mãos” e que nada pode fazer para contrariar os “cavalos” do Camaro de “Pequepê”, cujas mãos, também não são para desdenhar.
Donde se poderá concluir, quiçá um tanto ligeiramente, que “contra cavalos, não há mãos que cheguem”.
De facto, todos esperávamos a “montanha russa” de Novo Redondo para ficarmos assentes quanto à superioridade do Camaro. Pessoalmente, ainda me restava a dúvida. O circuito é curto, razoavelmente sinuoso, exigente no que diz respeito a travões e, talvez se desse o “milagre”. Mas, logo que vi “Pequepe” sair da 2ª fila e curvar já a frente, percorridos uns 400 metros, fiquei identificado e esclarecido – o Camaro não tem oposição ao seu nível e “Pequepê”, que não “tira” mais do que precisa do “monstro”, corre com “cabeça” usando uma táctica eficaz. À partida, desembaraça-se dos adversários mais directos, imprime andamento vivo para se colocar fora do seu alcance (a sua volta mais rápida foi a 8ª), e controla os outros a distancia, mantendo-se longe de qualquer ataque directo, ganhando folgado.

Um dos pontos mais interessantes para observar carros e seus pilotos em acção, é o 'S' depois da bomba de gasolina. Aí, além do trabalho das suspensões, é sobretudo o estilo dos pilotos que chama a atenção dos espectadores.
Uns aproximam-se lentamente, reduzem a velocidade, deixam o carro patinar e, à saída, quase estão parados.
Outros pelo contrário, chegam bastante depressa, colocam o carro com energia, aceleram para dar aderência e saem sem perda de tempo. … "

Hélder de Sousa – Revista Equipa n. 31 de 01/10/1973


Seguem-se no texto outros comentários, mas penso que o essencial está transcrito.
Penso por isso, que será com alguma SAUDADE, que passados todos estes anos, o Hélder de Sousa regressará ao Sumbe no próximo dia 26/09 para assistir e comentar o “GP do Kuanza – Sul”.
Aguardemos pelos seus comentários às referidas provas. "

Joao Coimbra


Counter