sexta-feira, 6 de março de 2009

descubram as diferenças



As imagens abaixo, da partida do Grande Prémio de 1959, são de duas publicações diferentes. Ignorando o "recorte" das imagens, arrisco afirmar que são do mesmo fotógrafo.

Reparem no fotógrafo de cócoras, à passagem do (creio) Cooper Mónaco, o carro mais à direita dos 1os (clicar nas imagens para ampliar).












quinta-feira, 5 de março de 2009

Os Ralis em África


No Rali Leopoldville-Luanda-Leo de 1958, houve apenas 7 finalistas. Curiosamente, 5 eram VW "carocha", e os 2 restantes eram conduzidos por nomes portugueses, mas nenhum angolano. Eram Monteiro-Micke em Peugeot 203 e o português Rodrigues Marques radicado no "Congo Belga" (futuro Zaire, futura República Democrática do Congo) em Borgward Isabella.




Há 51 anos, os ralis eram a forma mais prática de fazer desporto automóvel em África. Haviam, para além dos troços de terra em lugares praticamente desertos, algumas provas de classificação em espaços urbanos, por forma a dar algum conhecimento e retorno à modalidade, às marcas e aos pilotos envolvidos.

Claro que depois, os circuitos citadinos de velocidade percorridos por máquinas espectaculares, ganharam muito mais adeptos. Ainda estávamos longe dos tempos do método de "levar os Ralis às pessoas" promovido por César Torres com o apoio de alucinantes e verdadeiras máquinas de competição para ralis...

Mas tal como há 51 anos, ainda hoje se fazem ralis em alguns lugares de África, com o equilíbrio de malabarista exposto no artigo abaixo de há 14 anos, mas não muito distante dum ambiente que se tem vivido na Guiné-Bissau:



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domingo, 22 de fevereiro de 2009

Luanda 1958: o circuito e o cartaz






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quarta-feira, 18 de fevereiro de 2009

Como eram os Ralis em Angola





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Reportagem do Mundo Motorizado em 1958

domingo, 15 de fevereiro de 2009

Viva Armando!


Évora, 2007-10-05, imagem de "Jonas",

79? É mentira!

Armando, tê-lo como amigo é um prazer que queremos para sempre.

Um grande abraço.

quinta-feira, 12 de fevereiro de 2009

quarta-feira, 11 de fevereiro de 2009

Lotus Elite


Quase posso afirmar que vi pelas ruas de Luanda os Type 14 "Elite". Há quem também o afirme, mas há também quem assegure que nunca passaram Elites por Luanda, à excepção das corridas.

O "Elite", foi o 1ª Lotus em fibra de vidro.

Em Luanda, competiram pelo menos 2 "Elite" em 1962. Fala-se de outra presença em 1963, mas falta confirmação.

Na imagem abaixo, o Elite de Ian Frazer-Jones. É tido como o ÚNICO Elite type 14 presente no hemisfério Sul




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Lotus em Angola



Poucos lugares se podem orgulhar de terem Lotus enquanto Chapman foi vivo.

Portugal e Angola foram dois desses lugares.

Claro que houve uma relação directa, pois houve pessoas envolvidas em ambos locais.
Mas não deixa de ser surpreendente que nas ruas de Luanda, por exemplo, haviam naquele tempo, arrisco afirmar, tantos Lotus como Triumphs... Estou a situar-me ao período anterior à independência de Angola, como é óbvio.

Mas já antes, em 1970, Chapman tinha "encerrado" o sector dos Sport-Protótipos, como é refererido neste post...



Em Luanda, no ínício da década de 1970, circulavam todos os tipos de Elan e de Europa.
As séries 2, 3 e 4 do Seven, também. Chegaram até a aparecer os Elite type 75 e os Eclat type 76.


Ei-los, os Lotus:



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imagens e refs Group Lotus / Lotus ltd


segunda-feira, 5 de janeiro de 2009

Bugatti arrecadado





Um Bugatti Type 57S Atalante, de 1937, supercarro extremamente raro, foi encontrado numa garagem de Gosforth, Inglaterra. O supercarro pertencia a um médico, que andou com ele pela última vez cerca de 1960, e foi encontrado por familiares depois da sua morte.
Este Bugatti é um dos 17 feitos daquele model,o, e espera-se que atinja um preço recorde quando for leiloado em Fevereiro.
Onde andarão os automóveis raros de Angola, muitos dos quais passaram pelas mãos de Henrique Cardão, como um Delayhe e um Ferrari Barchetta?

sábado, 20 de dezembro de 2008

segunda-feira, 1 de dezembro de 2008

Angola no coração



Neste Fim-de-Semana, foi a vez de Luís Sá Silva, irmão de Paulo, correr no Autódromo do Estoril e fazer o seu baptismo em corridas na Europa, aliás, fora da Ásia, onde tem feito a sua carreira.

Se nos treinos o mau tempo não o ajudou, retirou no entanto, a experiência suficiente para na corrida evitar excessos e até fazer um brilharete para um estreante, pois ficou à frente de outros mais experientes nesta pista e nestes carros.



Com muita pena, não pude ver esta prova. Mas a imagem acima, encheu-me o coração.



Para acompanhar este piloto, visitar http://www.racing-ss.com/


Todas as imagens, cedidas por Paulo Sá Silva (clicar sobre as mesmas para as ampliar).


terça-feira, 25 de novembro de 2008

Maria de Lourdes por Virgílio Araújo

Na imagem do pódio do 1º Circuito Feminino (post anterior) está uma pioneira do automobilismo em Angola.



É Maria de Lourdes Marinho de Sousa, que pertencia ao Team CASPER, que os irmãos Araújo do mesmo Team, conheciam bem.



Eis o que conta Virgílio, um destes irmãos:



"...Foi de facto uma pioneira e ombreava com os homens sem qualquer rebuço. Num dos circuitos da fortaleza (o pequeno) corremos ambos em Saab e depois de ultrapassá-la dificilmente na curva da marginal que dava acesso a União de Automóveis apertou-me de tal modo que fui obrigado a subir por um candeeiro acabando aí a minha corrida.
Nessa altura o piloto de refª. da Saab era o Silveira Machado, que como eu e a Maria de Lourdes corria com motores preparados pelo Bernardino que era chefe das oficinas da Luanda Acessórios.
Já só mais para o fim foi que chegou um Monte Carlo com que fez inúmeras provas.
...





Na imagem, da Esq. para a Dta.: Fernando Rodrigues que na altura tinha um Lancia Fulvia HF 1600; Joaquim Sentieiro que foi o cronometrista; meu cunhado Rolando Pires; a seguir não sei se é um dos irmãos Pego; de pé meu irmão Vasco Araujo; creio que a seguir é o Presidente do ATCA; depois eu, Virgilio Araujo; não me recordo do nome da Sra mas sei que fez equipa com o Miguel Nunes que está a seguir, acompanhados da Maria de Lourdes Marinho de Sousa. O último da direita não não estava envolvido no automobilismo como piloto ou co-equipier.



Este Rallye foi ganho pelo Manuel Machado em Citro DS e acabaram somente 4 carros, o Citro e 3 SAABs.
O Hélder alinhou com o Amadeu Inácio em NSU TT mas tb não acabou..."

segunda-feira, 24 de novembro de 2008

ainda o 1º circuito feminino



com os cumprimentos de Estrelinha





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sexta-feira, 21 de novembro de 2008

Dos Pioneiros

Neste ano de 2008, no Encontro Anual dos Antigos Automobilistas de Angola, no KIRO, Bombarral, Ferreira do Carmo contou muito resumidamente a história do automobilismo angolano, desde a 1ª participação angolana em corridas em 1956 no GP Léopoldville, realizado em duas partes, com uma vitória de Álvaro cabral e um 2º lugar do próprio Ferreira do Carmo.



Ferreira do Carmo; foto de João Coimbra

Segundo contou, foram cerca de 5 carros e concorrentes desde Angola, para sentir por dentro a organização de um Grande Prémio. Foram inscritos na brincadeira, por alguma pressão da imprensa angolana, que teria comunicado que uma grande comitiva de Angola tinha ido concorrer àquele GP.


imagem: arquivo de Oliva

Porque o pó trouxe mazelas aos outros concorrentes não equipados com filtragens necessárias que os angolanos tinham normalmente nos seus carros para viajar, a sorte sorriu para os nossos, que nem tinham pretensão em acabar a corrida...



Álvaro Cabral em 1957; arquivo de Oliva

quinta-feira, 20 de novembro de 2008

Subaru


O importador da Subaru, funcionava em Luanda na Av Luís de Camões, actual Rua da Missão.


1º, abaixo do Hotel Tivoli, quando só tinham ovinhos com 4 rodas:




Depois, também com 4 rodas, tiveram os frigoríficos para guardar ovinhos:




Como o espaço do stand já era apertado para tanta coisa, mudaram-se para uma loja maior, umas centenas de metros abaixo, no quarteirão da Câmara Municipal.

E começaram a ter uns carros maiores.

Andava por lá perto, também um Subaru de corridas, com volante à direita.

Sim, um verdadeiro carro de corridas, bem rebaixado de suspensão, rodas largas, cavas alargadas, um verdadeiro roll-bar, muito ruído vazado por 1 escape lateral, etc. 1 verdadeiro Grupo 2.

Luanda, por essa altura já não tinha corridas, mas os carros de corrida andavam por lá!

Santos Peras, não correu só com o GTA branco e verde das 6h de 1970.

Também correu com esse Subaru "1300" de corridas. Não era uma coisa qualquer. Era uma máquina de competição preparada de fábrica. Nunca tive conhecimento de outro carro daqueles. Deve ter sido uma raridade até no Japão.

Para além do aspecto do carro, pouco mais sobressaía. Lembro-me que dinamicamente, havia ali um problema de massas aliado à tracção dianteira com um eixo dianteiro muito recuado.

Não foi apenas o Peras que correu com ele, mas ficou para sempre como o "Subaru do Santos Peras".

O carro foi para Portugal e passou uns tempos na zona de Oeiras, circulando como se fosse correr, chamando pelo escape a GNR.


Era o da figura abaixo, do arquivo do Tuku Tuku:


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