domingo, 25 de abril de 2010

das 6 horas de 1970


De Manuel Joaquim Sá, chegou-me um pequeno filme que completo com algumas imagens e informação:




A prova mais importante do calendário do automobilismo angolano a partir de 1969, foram as 6 horas de Nova Lisboa / Huambo organizadas pelo Sporting Clube do Huambo. Nesta corrida de 1970, houve a intervenção indirecta das marcas BMW e Alfa Romeo respectivamente com Schnitzer e Batistini. A Alfa Romeo dominou completamente a prova com 5 carros nos 5 1os lugares e a BMW, apesar de ter lutado pelos lugares do pódio, acabou apenas com um suado 8º lugar por Nicha Cabral e Carlos Santos, evitando terminar sem qualquer classificação.

sábado, 17 de abril de 2010

insectos


Parecem insectos mecânicos extravagantes. São os Fórmula 1 que temos desde há uns anos, em nome de regras que tentaram impedir as soluções óbvias do puro aerodinamismo e da aderência ao solo.




Ao contrário de um certo 1 de Maio, desta vez ninguém negou a origem dos problemas.
Segundo relata a Visão, "A equipa já averiguou as causas do acidente e chegou à conclusão de que este foi causado por uma falha no braço superior da suspensão dianteira direita do carro. E concluiu ainda que essa falha foi causada por um defeito de fabrico no braço superior da suspensão. A outra roda soltou-se por causa da força excedente causada pela quebra de um lado do carro.

A equipa admite ainda que os cabos de aço que prendem as rodas ao carro não funcionaram, já que os dois pneus foram projectados. O dispositivo de segurança estava preso aos braços de suspensão que falharam no acidente. A Toro Rosso vai usar as peças antigas nos carros de Buemi e de Jaime Alguersuari a partir do segundo treino livre em Xangai."

sexta-feira, 16 de abril de 2010

A Praia Morena 39 anos depois


Eu creio que o Circuito da Praia Morena se realizou pela última vez em 1971.
A partir de então, as corridas em Benguela realizaram-se no Autódromo do Tuku Tuku, Clube Angolano de Desportos Motorizados. Mesmo em tempo de guerra em com parte significativa do autódromo em estado lastimável. Até que as corridas em Benguela pararam.
Angola reconstrói-se por todo o lado desde há alguns anos. Mas infelizmente o Autódromo ainda não teve a mesma sorte.
E é assim que numa cidade que já "disputou" o 2º lugar da mais importante daquele país as corridas de automóveis voltam às ruas.


Que seja um evento feliz a traga a reanimação que a cidade merece.
Abraços para António Almeida e para todos os membros do Tuku Tuku.


quinta-feira, 4 de fevereiro de 2010

dos 50 anos do MINI




Do 7º concurso de design das comemorações do 50º aniversário do Mini.

Para ver mais AQUI.

quarta-feira, 13 de janeiro de 2010

tamaras



Novo ano, nova época automobilística.
A F1 há muito que perdeu interesse. De maneira que foi procurar interessados aos Orientes e aos desertos.

Os últimos GPs que assisti (?) pela TV, deixavam-me a dormir duma forma infalível. Não fosse o meu desinteresse total pela F1 actual e a imagem abaixo de Tamara Ecclestone localizada neste post despertaria um outro interesse pela coisa.



Portanto, valham-nos as tâmaras dos desertos. Se as tiver à mão, comerei uma com gosto sempre que souber que há um GP.

Se há Tamaras e tâmaras, faltava a t'amara. Esta é aquela que acaba por encerrar este assunto de paixões +/- homófonas e da qual não me quero lembrar tão cedo:





terça-feira, 5 de janeiro de 2010

Clássicos Mercedes Benz - 300 SL




A última série de imagens da exposição no CPAA (clicar para ampliar).
O nome desta máquina de sonho e de correr é 300 SL Coupé W198 "flügeltüren", anos 1955-57














Clássicos Mercedes Benz - o "barco"


28/95PS 1920 modelo único










mais um artigo no post seguinte

segunda-feira, 4 de janeiro de 2010

Clássicos Mercedes Benz




Exposição no CPAA de Oeiras desde 4 de Dezembro até 30 de Abril.
Algumas imagens (clicar para ampliar) :


200 W21 1933-36






220 S Coupé 1954-60




300 A Adenauer W189 1957-62




190 SL 1955-63




320 Cabriolet D 1937-42




230 SL "pagode" 1963-71




220 W187 1951-54




170 V 1937-42






500 K 1934-39








Stuttgart 260 Spezial D W11 1929-34





continua no post seguinte

sábado, 12 de dezembro de 2009

tertúlia com Peixinho


Na SportClass pela SportsCar:

O "baleizão"


Na história do automobilismo angolano e das corridas de Luanda, há uma curva muito citada que é a curva do Hotel Continental.
Muitas das fotos das corridas de Luanda são dessa curva, e nesse hotel residiu (não, não me enganei) Nicha Cabral, o que torna ainda mais mítico esse lugar, junto ao então Largo Infante D. Henrique.
Mas esse mesmo local era sobretudo chamado por Baleizão, o que origina alguma confusão, pois nos circuitos pequenos, metade do largo assim popularmente denominado era contornado...

Mas porquê esse nome? A razão era tão simples, como a existência de um ponto de encontro muito apreciado, uma cervejaria e sorveteria, com uma eficaz distribuição de gelados por toda a cidade. Toda a gente sabia que "baleizão" era sinónimo dos gelados daquele sítio e ponto final!
O edifício onde funcionou o "Baleizão" estava até há meses totalmente em ruínas, sem cobertura e em risco de colapso total.
Mas adivinhem: qual é o nome actual daquela praça?

Há notícias da reabilitação daquele antigo edifício e dos adjacentes na imagem abaixo, para a instalação de um museu.
Reparem que na imagem abaixo, recorte dum postal do início da década de 1950, o "Baleizão" está lá, mas o Hotel Continental ainda não...



Segue-se outra imagem tirada do lado oriental do Largo Infante D. Henrique, recortada dum postal de inícios de '6os, já com o Hotel Continental e a respectiva esquina:



Neste zoom duma imagem de inícios de 60's vê-se o Hotel Continental ao fundo da Av dos Restauradores. É o edifício mais alto e notam-se perfeitamente os arruamentos:



Abaixo, o traçado duma versão do pequeno circuito que contornava o "largo do baleizão", versão usada no Palanca Negra de 1968:



No mapa anterior, consta também uma versão longa, mas não tão longa como outra já mostrada em posts anteriores. Esta versão, traçada no mapa a 'traço-ponto' em continuação com o traço 'a cheio' do Pequeno Circuito, não vai para além do Largo Pedro Alexandrino em frente às Portas de Mar:



Abaixo, o vitorioso Carlos Santos desfaz a curva do Hotel Continental, na última corrida que fez com o seu Lotus 47:


quarta-feira, 18 de novembro de 2009

Do Circuito da Fortaleza



Ainda a propósito deste post da História do Circuito da Fortaleza, mostro umas imagens de Luanda em 1955, deste filme que o Hélder me deu a conhecer.

O filme faz parte das Missões Antropológicas de Angola do Instituto de Investigação Científica Tropical e está disponível pela TvCiência.

É visível o intenso desenvolvimento e expansão da cidade, ainda que uma amostra do que seria poucos anos depois. 15 anos mais tarde, à excepção do pequeno centro histórico, Luanda era outra cidade.

início do filme:

a Marginal concluída recentemente com os coqueiros ainda pequenos, os táxis verde-azeitona e as pick-ups americanas



aos 20" o novo porto da cidade e o trabalho pesado dos estivadores

aos 2'57" um caixote da Ford



aos 8'01" stand da Dodge ao Lgo D Fernando



aos 11'37" curva da Praia do Bispo



aos 12'17" curva da fortaleza - Ponte



aos 12'24" curva da ponte para a Ilha

aos 19'10" vendedor de gelados "baleizão"

aos 26'07" vista do Lgo D Fernando
a passagem do comboio ao fundo da Rua salvador Correia, junto ao Hotel Globo e à Calçada Gregório Ferreira antes da existência dos prédios da Robert Hudson



aos 28'00" Lgo D Fernando, a Lello e um estranho autocarro de motor traseiro



aos 28'20" Av Restauradores vista do Lgo D Fernando



O Largo D. Fernando, o eterno centro da cidade de onde foram tomadas grande parte das imagens, está sinalizado neste extracto do mapa do circuito do Grande Prémio:



sábado, 31 de outubro de 2009

um BMW 507 nas corridas




Luanda, finais de Fevereiro de 1960, II circuito da Fortaleza, constituído por duas corridas.
Presente, uma peça hoje cobiçada por todos os coleccionadores de automóveis, um dos BMW mais belos, raros e caros de sempre, modelo 507 roadster.
Com o Nº4, pilotado pelo Dr. Francisco Macedo, ficou em 2º lugar à geral na 2ª corrida, atrás de Amadeu Rodrigues em Austin Healey. No cômputo das duas provas, obteve a mesma classificação à classe.

segunda-feira, 5 de outubro de 2009

Desportos Motorizados em Angola


Há um grupo de uns 30 jovens em Angola que se dedica à prática do motociclismo de velocidade. Tiveram o bom senso de aceitar que só correm numa categoria - a de 600 cc . Todos eles ostentam equipamento adequado, fato, botas, luvas, capacetes e, com essa postura, dignificam a modalidade. Mas também pelo comportamento cívico e desportivo nas provas. Os motociclistas desportivos angolanos são os que mais se expõem ao perigo, ao acidente. As pistas, desde o autódromo de Luanda às das cidades, não têm nem 10 por cento da segurança necessária para pilotos ou para público. E, até há casos de cães se atravessarem à frente deles. O simples facto de conduzir uma moto é, por si próprio, um acto arriscado, perigoso. Em competição, o perigo sobe a 200 por cento. Mas eles comparecem, correm, dão o seu espectáculo. Nem sempre são fáceis para as organizações quando estas não lhes proporcionam os mínimos a que se julgam com direito. São muito unidos. Deles, dois nomes sobressairam: Sandro Carvalho, que está a correr numa Suzuki 1.000 cc em Portugal, e Helder Coelho (Vuty), o herói nacional. Merecem respeito.

domingo, 4 de outubro de 2009

Corridas no Sumbe-boxes

Este é o ADR 3 Minister, motor Honda Type R de Jorge Pires.
O parque destinado a paddock da corrida, acabado de ser feito, estava cheio de poeira e terra. Os pilotos recusaram e escolheram o jardim junto à entrada da recta da meta. Aqui, o Radical SR3 de Paulo Sá Silva, o já campeão angolano da categoria TGS (que reúne turismos e sport diversos). Veja-se, atrás do Radical, um fórmula Ford Mygalle.

Do outro lado da rua, o Porsche 996 - 3.600cc turbo de Maló de Almeida, o BRC de Ilidio Cardoso, e o Radical SR8 de Daniel Vidal.


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